A criação da JBS Viva reforça a tendência de consolidação, escala e agregação de valor na cadeia da proteína animal
A indústria global do couro acaba de ganhar um novo capítulo. Em setembro de 2026, a JBS e o Grupo Viva assinaram um acordo para combinar suas operações de produção, processamento e comercialização de couros na JBS Viva, uma nova joint venture com participação igualitária entre os dois grupos.
A operação prevê uma estrutura de escala global, com capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano, reunindo 31 fábricas em seis países e mais de 11 mil colaboradores. A conclusão da transação ainda está condicionada ao cumprimento das condições previstas e às aprovações regulatórias aplicáveis, incluindo o Cade.
Mais escala para uma cadeia cada vez mais integrada
A união entre JBS e Grupo Viva evidencia um movimento importante na indústria de proteína animal: a busca por maior aproveitamento dos recursos, eficiência operacional e geração de valor em toda a cadeia produtiva.
O couro é um coproduto natural do processamento bovino e possui aplicações em diferentes segmentos industriais, como automotivo, moveleiro, calçadista, vestuário e acessórios.
Com uma operação de maior escala, a JBS Viva terá uma estrutura capaz de conectar diferentes mercados e ampliar a capacidade de processamento e comercialização de produtos de couro em nível internacional.
Integração industrial e aproveitamento de coprodutos
Um dos pontos relevantes da operação é a conexão entre diferentes etapas da cadeia.
De acordo com as informações divulgadas sobre o acordo, a JBS deverá fornecer couro cru proveniente de seus frigoríficos brasileiros à nova companhia. Por outro lado, aparas e raspas geradas durante o processamento poderão retornar à JBS para utilização em negócios relacionados à produção de gelatina, colágeno e produtos derivados.
Esse modelo evidencia uma tendência cada vez mais presente na indústria: transformar subprodutos em novas oportunidades de geração de valor, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência dos processos industriais.
Tecnologia como diferencial competitivo
O avanço da escala industrial também aumenta a necessidade de equipamentos capazes de acompanhar operações de alta produtividade, padronização e exigência sanitária.
Em plantas frigoríficas e indústrias de processamento de proteína animal, fatores como robustez, segurança operacional, facilidade de higienização, produtividade e confiabilidade dos equipamentos tornam-se ainda mais relevantes à medida que as operações crescem.
É nesse contexto que a engenharia de máquinas para a indústria de alimentos ganha papel estratégico.
Para empresas que atuam em mercados globais, investir em equipamentos desenvolvidos para operações de alta demanda significa buscar não apenas maior produtividade, mas também padronização, segurança e previsibilidade operacional.
Um novo cenário para a indústria de proteína animal
A criação da JBS Viva demonstra como a indústria de proteína animal está ampliando sua visão sobre aproveitamento e processamento de matérias-primas.
O movimento vai além do couro. Ele reforça uma lógica industrial baseada em integração, eficiência, tecnologia e aproveitamento máximo dos recursos provenientes da cadeia produtiva.
Para fornecedores de máquinas e soluções industriais, esse cenário representa uma transformação importante: as necessidades das plantas modernas estão cada vez mais relacionadas à capacidade de produzir em escala, com segurança, eficiência e controle de processo.
Na Precisão Inox, acompanhamos essa evolução de perto. Desenvolvemos e fabricamos máquinas e equipamentos em aço inoxidável AISI 304, com engenharia própria e soluções direcionadas às necessidades da indústria de proteína animal.
À medida que o setor evolui, a tecnologia deixa de ser apenas um recurso operacional e passa a ser parte fundamental da estratégia de crescimento.
Mais escala exige mais engenharia. Mais produtividade exige mais tecnologia. E uma indústria cada vez mais integrada exige equipamentos preparados para acompanhar essa transformação.
Fonte de referência: UOL Economia, 15 de setembro de 2026. Informações complementares: JBS e fontes setoriais.

